Xango Ayrà

Xango Ayrà
Kaô Kabiecilê!

terça-feira, 17 de maio de 2011

HOMOFOBIA

Olá a todos.

Hoje meu post vai com bastante atraso se comparado aos demais dias, mas hoje em minha concepção é um comentário necessário e que merece maior dedicação (não que os outros não mereçam...).

A questão da Homofobia.

Hoje é o dia Internacional Contra a Homofobia e fico contente de participar de uma religião que a pessoa não é considerada doente; possuída pelo "demo"; ou outros absurdos que tanto já ouvi.

Acredito que isso seja uma questão de escolha.

Eu, particularmente, não tenho nada contra as pessoas que são homossexuais, mas sempre gostei do meu espaço e do respeito pela minha opção de heterossexual.

É triste imaginar que essa data foi escolhida pelo fato da retirada da homossexualidade, em 17/05/90, da Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados com a Saúde (CID) da OMS (Organização Mundial da Saúde).

Como imaginar que existia uma classificação dessa a 21 anos atrás?

Pois é, tão duro quanto imaginar a legislação que proibia a prática de terreiros e roças...

Talvez a diferença esteja na união e a coragem dos homossexuais e simpatizantes para ir a rua e mostrar ao mundo que eles são iguais.

O que nos falta para termos as mesmas atitudes?

Não sei, mas essa é uma das muitas respostas que busco.

E você, tem opinião sobre isso?

Asè a Todos

segunda-feira, 16 de maio de 2011

COM POSTS...

Olá a todos!
Informo meu retorno ao lar... e aos posts!
Amanhã estarei postando sobre a festa maravilhosa feita em homenagem ao Caboclo Pisa N'Areia no final de Abril.
Me adicionem no twitter e facebook, com o nick JoaoAyra.

Abraços e uma excelente semana.
Aşè

sexta-feira, 6 de maio de 2011

SEM POSTS...

Pessoal, bom dia.
Informo que na semana que vem estarei viajando a trabalho e acredito que não terei como postar...
Porém, acompanhem, pois talvez irei postar sim :)
Abraços e bom final de semana a todos!

quinta-feira, 5 de maio de 2011

INCORPORAÇÃO

Pessoal, bom dia.
Hoje vou falar sobre incorporação, ou radiação de vibrações como prefiro, algo um pouco complexo para mim, já que não tenho esse tipo de mediunidade.
Prefiro não dizer incorporação, pois acredito e já presenciei DIVERSAS vezes que a consciência do médium, ou algum fato vivido naquele momento (um stress por exemplo), acaba por influenciar as vibrações de uma entidade ou Òrìşa.
Dentro desse tipo de mediunidade existem classificações, como consciente, inconsciente, ouvinte, etc.
Apesar de ser hoje uma coisa infelizmente banalizada dentro de nossas religiões, tal ato é o ápice litúrgico do espiritismo , já que é permitida a pessoa ceder seu corpo para aquela força se manifestar.
Triste ver hoje em dia que muitos pensam e agem ao contrário, achando que eles é que são importantes para esses elementos.
Eu como Ogan, que tenho a missão sagrada, entre outras, de emitir a vibração para eles se manifestarem já faço uma preparação especial, quissá se fosse para ceder o meu corpo a eles.
Pois é, bebidas, cigarros, drogas, sexo, tudo isso influencia negativamente esse momento todo especial e digo até crucial para nossa religião.
Outro ponto que considero critico é a necessidade de algumas pessoas em dizer que suas entidades e Òrìşas são 'especiais' ou melhores que as outras, pior ainda aqueles que vão pra frente dos atabaques falarem abobrinhas para mim ou para alguém do meu lado.
Poupem-me desse tipo de coisa.
Por fim hoje gostaria de dizer que infelizmente cada vez mais é comum esse tipo de atitude na Umbanda e Candomblé (será que pelo menos aqui vou ter unanimidade entre os dois povos, rs?), e esse tipo de atitude aceita por muitos zeladores é que me faz acreditar cada vez mais em ibás e cada vez menos na marmotagem.
Sempre acreditei nos fundamentos, mas esse povo que não se prepara, que não estuda, que não tem algo natural para incorporar simplesmente me enojam.
Só digo uma coisa:
VOCÊ NÃO ESTÁ ME ENGANANDO OU ENGANANDO O ÒRİŞA/ENTIDADES - VOCÊ ENGANA APENAS VOCÊ MESMO.
Aşè a todos.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

OGANS E EKEDES

OGANS: São eles que tem como uma das principais funções o toque dos atabaques (Rum - o maior, Rumpi - o médio e Lê - o pequeno) para a chegada dos Orixás à casa de santo. São eles que são os detentores dos toques e cantigas específicas para cada situação característica, sendo a função do Ogan imprescindível, por exemplo, num momento de fundamento. Não incorporam e possuem dentro do santo uma função ao nível de Pai de Santo ou Mãe de Santo. Dentro da casa são filhos diretos de algum Orixá, sendo consagrado a este. O ritual do Ogan começa com a suspensão dentro da casa de santo, ritual cujo Orixá da Mãe ou Pai de Santo que o escolheu o suspende, e o apresenta a todos como Ogan e filho dentro do Axé. Esse Ogan passa a ser respeitado dentro da casa de santo, por ter sido confirmado e fica prometida a futura obrigação para feitura. A obrigação do Ogan passa a ser questão de alguns meses. Na obrigação, o Ogan é feito para o Pai ou Mãe de Santo e principalmente para aquele Orixá que o suspendeu há tempos atrás. Dentro do santo, os Ogans e as Ekédes são a forma encontrada pelo próprio santo de fazer com que o Pai ou Mãe de santo possa pedir a benção aos seus próprios Orixás, visto que o Ogan e a Ekéde são filhos diretos de algum Orixá da casa. Dentro do axé são os únicos cuja mãe ou pai de santo tomam a benção, justamente para caracterizar o pedido de benção ao seu próprio Orixá.
Eles têm voz ativa dentro da casa do axé, podendo em certas situações designar obrigações e ordenar funções.
Existem os Ogans Alabês (cuja função principal é cantar e tocar) nos ciclos de festas é obrigado a se levantar de madrugada para que faça a Alvorada mais ou menos 40 min. Se uma autoridade de outro Axé chegar ao Ilê, o Alabê, tem de lhe prestar as devidas homenagens "dobrar o Ilù" e oferecer até sua própria cadeira; os Ogans Axoguns (são aqueles que tem a Mão de Obé, ou seja, tem a Mão de Faca, podendo cortar para os Orixás da casa), traz axé de Ogun. Trabalha em conjunto com Iyalorixá/Babalorixá, Oloyes, Ekédes e Ogans. Soberano nestas obrigações é quem se comunica com o Orixá para quem se destina à obrigação, junto com as Ekédes transmite as respostas e os mandamentos deste; os Ogans Pejigan (são os primeiros Ogans da casa); os Ogans Kalofé (são aqueles que tem a função de cantar o Candomblé) e em algumas casas existem também os Ogans com Mão de Ofá conhecidos como Babalossain (podendo colher somente ele, ervas sagradas).
O Ogan não é simplesmente um tocador de atabaques e um cantador de rezas, são homens cuja função é também deter segredos e rituais cujo conhecimento só é revelado para o Zelador (a) e para o Ogan.
EKÉDES: É uma função pertencente às mulheres, cuja função é de suma importância, sendo elas as ordenanças da casa do santo, escutam o recado e transmitem as ordens. Diferente dos Ogans, não tocam os atabaques, mas utilizam outro instrumento sagrado para invocar os Orixás, o Adjá. Não incorporam e como os Ogans são suspensas e são verdadeiramente filhas e mães do Pai ou da Mãe de Santo. Em geral são as tradutoras da linguagem usada pelo santo. São sempre responsáveis por zelar pelos Axés dentro da casa. São detentoras, como os Ogans, de segredos necessários para a feitura e manutenção das energias (Axés) dentro da casa de santo. O respeito as Ekédes é uma característica bem marcante, sendo elas bem respeitadas e algumas vezes até autoritárias (às vezes é necessário pela função que ocupam). As Ekédes, quando necessário, tem a permissão do santo para atuarem como Ogans, podendo cantar para que respondam. Em muitas casas de santo, são elas as cozinheiras do Axé; acabam sendo as responsáveis pela comida do santo e em algumas vezes atuando como Mães Criadeiras, permanecendo junto com os Yawôs ou Abiãs durante o processo de feitura ou Boris. Como os Ogans, são exímias batedoras de ebós.

terça-feira, 3 de maio de 2011

A MORTE DE OSAMA BIN LADEN

Bom dia a todos os meus irmãos.
Ontem grande parte da população mundial comemorou, e muito, a morte de Osama Bin Laden, terrorista que chocou o mundo em 11 de setembro de 2001.
Mas você deve estar se questionando: o que tem Bin Laden com esse blog...
Sim, ele tem muito a nos ensinar:
INTOLERÃNCIA
Ontem vi uma reportagem e verifiquei que ele era milhionário, estudado, mas acabou por se tornar um intolerante religioso.
Começou os atentados por invasão americana em seu território, em uma guerra que não era sua.
Ora... O que teria Deus com a morte de tantos inocentes? NADA.
E francamente...me questiono o que tem os Òrìşas com tanta discriminação e até INTOLERÂNCIA dentro das religiões ligadas ao espiritismo.
O que de fato pensa esses elementos da natureza, tão vibrantes em nossas vidas, quando simplesmente o ignoramos e 'lutamos' uma luta para ser o 'perfeito' e provar que todo o restante está errado?
Não digo que não tenhamos que estudar e buscar nosso aprimoramento.
Só quero dizer que podemos fazer isso respeitando nossos irmãos. Afinal como ter o respeito da sociedade no geral se não consegumos sequer nos respeitar?
Enfim, seja você espírita, seja você quem for, aprenda a respeitar as diferenças para não se tornar um intolerante em qualquer aspecto (religioso, orientação sexual, raça), pois mesmo quem tem aparentemente tudo (como o dono do titulo desse post) pode se desviar do caminho.
Que meu pai Ayrà nos livre do fanatismo e da intolerância.
Aşè

segunda-feira, 2 de maio de 2011

CONHECIMENTO, DIFERENÇAS E RESPEITO!

Olá pessoal, bom dia.
Ontem tive a oportunidade de visitar o terreiro de Umbanda de uma filha de minha mãe. Achei muito legal o rtrabalho realizado, inclusive com muitos aspectos particulares do Caboclo Trovão.
E meu post hoje é sobre isso.
O toque nessa casa é o toque conhecido como de 'Umbanda Pura', o qual respeito e admiro muito. Mas ai questiono outro aspecto: será que devemos julgaer (como muitos o fazem) ou tentar transmitir o pouco conhecimento que temos?
eu, particularmente, respeito e 'toco conforme o barco', mas já me coloquei ao dispor para ensinar os toque de Angola sem o intuito de alterar o que já existe de raiz e ordens do Caboclo Trovão.
O que mais admiro na Umbanda é o respeito que (normalmente) existe entre as casas, o que muitas vezes falta entre nações (algumas se julgando superiores a outras); entre casas (eu canto ou toco certo e você toca e canta errado) e muitas vezes entre pais e filhos (muitas vezes pela postura do pai, mas destaco desde já que ABOMINO isso, pois não é o filho que escolhe seu pai, mas sim seu próprio ÒRİŞA).
Um exemplo claro na Umbanda. Existe um ponto de Ogum que diz: um cavaleiro bateu na minha porta...
Outras casas cantam: um cavaleiro na porta bateu...
Via de regrea, com exceção de algumas pessoas, respeitam a foerma que a pessoa está cantando e responde conforme quem está puxando.
Bem irmãos fica o presente para reflexão.
Aşè e abraços!