Xango Ayrà

Xango Ayrà
Kaô Kabiecilê!

quinta-feira, 7 de abril de 2011

CAMINHADA PARA OGUM ALTO TIETÊ

Pessoal, está na hora de nos unirmos pela nossa religião!

ATITUDE ENTRE NÓS, AMANTES DOS ORIXÁS E CABOCLOS!!!




Axé a todos!!!

CANDOMBLÉ E O MAL... SERÁ?

Ola a todos.
Ontem tivemos um daqueles momentos de reflexão e aprendizagem com minha querida mãe.
O assunto transcorreu muito bem, com muita aprendizagem aos mais novos, porém, logo esbarrou em um assunto muito delicado: verdadeiros ERROS de alguns zeladores, que utilizam rituais para fazer mal a pessoas e dizem estar ligados diretamente ao Candomblé.
Vamos com calma... Ok?
Como já dito aqui anteriormente, de fato após a abolição da escravidão muitos negros, com nenhuma instrução, utilizaram seus poderes de magia e conhecimentos para sustentar-se e sobreviver.
Mas quem disse que isso era o Candomblé?
O Candomblé cultua e respeita os elementos da natureza, da vida e da renovação. Claro que tem trabalhos que utilizam os elementos dos Orixás, mas em minha humilde opini
ão não é Candomblé.
Na nossa religião aprendemos que devemos nos DEDICAR ao Orixá, e não fazer o mal. A prática desses outros rituais nada mais foi do que uma forma de utilizar os poderes que possui de uma forma bem negativa e contrárias, em muitas vezes, a própria concepção do Orixá.
CONFUSO?
Vou dar um exemplo de como acho que funciona: Oxum é o Orixá ligado ao amor. Existem trabalhos feitos para afastar um casal que utilizam elementos próprios desse Orixá.
Primeira pergunta: alguém aqui acredita que pedir a Oxum a falta de seu elemento você será 'atendido'?
Segunda pergunta: você acha que o Orixá fica feliz ao ver seu elemento ser simplesmente destruído?
Pois é... Não estava lá para ver, mas tenho em minha concepção que esse povo negro sem o chamado estudo tinha lá atrás a sabedoria necessária para dosar essas feitiçarias (e ainda creio que sabiam com certeza que aquilo não era Candomblé) e vou mais longe...
Acredito que sabiam realizar certos agrados ao Orixá para impedir que lhe fosse tirado as coisas, o que hoje em dia não acontece com muitos zeladores, que passam grandes dificuldades, normalmente financeiras, por fazerem verdadeiros absurdos utilizando o nome da nossa queroda religião.
Novamente destaco que a ESSÊNCIA da nossa religião é o culto e respeito aos elementos da natureza, e que atualmente é simplesmente ignorado por parte dos lideres de nossa religião.
Com todo o respeito a outras opiniões, essa é a minha.
Se você não é adepto de nossa religião e está lendo esse post por curiosidade, saiba que minha religião é muito bonita e cultua o BEM, sendo alguns praticantes ignorantes e que causam todo esses comentários que denigrem a imagem do culto ao Orixá.
Axé a todos!

quarta-feira, 6 de abril de 2011

CANTO, TOQUE E VIBRAÇÃO

Olá a todos.
Hoje vou escrever sobre algo que considero fundamental, mas muitas vezes é simplesmente ignorado pelas pessoas que frequentam nossa religião.
Um ponto ou cantiga serve para contar a história de determinado Orixá ou Caboclo, inclusive podendo se saber através dele as linhas de determinada entidade ou o histórico daquele Orixá.
Aqui,via de regra, começa a mainor parte da discórdia, seja em relação a Umbanda ou no Candomblé, já que algumas pessoas querem ter a verdade absoluta e não respeitam as outras casas em seus cantos ou forma de conduzir um toque.
Para quem ainda pensa dessa forma, recomendo a leitura de meu post sobre atitude.
No que tange os toques temos outro grande problema: já sofremos coma regionalização dos ogans, onde no Rio de Janeiro, por exemplo, temos um toque mais cadenciado, enquanto que São Paulo e Bahia esses são mais rápidos.
Além disso, temos divergência entre as casas e as vezes entre os próprios frequentadores, pois o toque está muito lento, muito rápido, muito baixo, muito alto, muito repicado, muito só base...
Pois é.
Nesse momento, nós Ogans e atabaqueiros, e os próprios sacerdotes das casas não podemos cair na tentação que a 'grama' do Ogan que está visitando é mais verde, pois as vezes uma dobrada diferente, um canto novo ou uma voz mais bonita (rs) não quer dizer mais conhecimento.
Aqui também reside uma preocupação no Ogan responsável pelos atabaques na casa: qual a melhor forma de conduzir um toque?
Simples... muito simples...
Da forma que seu zelador de santo achar melhor, pois o objetivo dos atabaques é auxiliar na condução das festividades, já que o principal, apesar de algumas pessoas esquecerem, é o Orixá ou Caboclo e não os atabaques.
Nós temos um dom sagrado, mas a liturgia de nossas religiões está nos espiritos e muitas casas simplesmente esquecem isso.
No que tange velocidade e volume dos toques, ressalto mais uma vez o respeito que deverá existir sobre a opinião do sacerdote, mas destaco desde já que o atabaque é vibração, e como todos os elementos ligados a natureza, ponto de principio de nossa religião, eixstem diversas vibrações: por exemplo, a vibração de uma leve chuva é completamente diferente da vibração de uma tempestade, mas ambas são importantes.
Portanto pais ogans, com a licença e respeito a outras opiniões, temos que sentir a vibração naquele momento e fazer parte dela, com o intuito de tornar a festividade ainda mais bonita.
Hoje escrevo sobre algo que sempre tive vontade de compartilhar.
Fico ao dispor para comentarmos e discutirmos.

Axé para todos nós!

terça-feira, 5 de abril de 2011

A CASA DE CANDOMBLÉ - UM POUCO DA ROTINA

O objetivo nesse post é demonstrar as pessoas, com todo o respeito, o modo que aprendi que devemos nos portar em uma casa de santo.
Logo, não se trata de verdade absoluta e que varia de casa para a casa, porém, a essência de toda a casa, independente da nação, é próximo do exposto abaixo.
Fico a disposição de todos os meus irmão!~

Axé!


Um pouco do dia – a – dia de uma casa de Candomblé.

Como a própria pronuncia já diz esta religião constrói muito mais do que um templo religioso ela é uma “casa”, com todos os problemas e alegrias de um lar comum (preocupações com sua conservação, ou seja, manter água, luz, encanamento, pintura produtos de limpeza e a própria limpeza em si). E além do mais em casa de Candomblé se exige mais um pouco do que uma casa dita comum. Porque? A casa de Candomblé recebe freqüentemente pessoas que buscam de alguma forma ajuda, também recebe filhos de santo, amigos, entre outras pessoas, precisando-se recepcionar estas pessoas da melhor forma possível.
Quando alguém procura uma casa de Candomblé ela merece ser recebida de braços abertos, sem se preocupar com sua educação, sua condição social e cultural, sua profissão e situação financeira, sua aparência física, sua raça e sua opção sexual. Agindo desta forma além de tratarmos nosso semelhante com benevolência estaremos trazendo para nós um futuro irmão que irá fazer parte do AXÉ. Ao ser iniciado no AXÉ, um filho de santo acaba por assumir diversas responsabilidades, a partir deste momento começam as modificações de vivência na sociedade da casa, pois mesmo sendo amigo da Zeladora da casa, existe ainda a hierarquia que a religião pede para ser cumprida, tais como:
- A pessoa não se senta na mesma altura que seu Sacerdote, você procura um lugar mais baixo para não ficar de igual com quem te iniciou;
- Não anda de cabeça erguida perto de seu Sacerdote, pois se tem que ter postura de Yawô;
- Não fala em tom alto dentro da casa de santo, pois é necessário que se tenha um comportamento mais calmo e um tom de voz mais baixo, pois os orixás merecem respeito.
Dentre estas existem diversas outras coisas que não se deve fazer dentro de uma casa de Candomblé. Em algumas casas após se encerrar o shirê, forra-se à esteira no barracão e alguns membros da casa entram trazendo o ajeum (comida), dançando ao som da seguinte cantiga:
AJEUM, AJEUM, AJEUM BÓ. CANTA
AJEUM, AJEUM, AJEUM BÓ. RESPONDE
Mas, na NOSSA CASA, com o toque fino de nossa mãe, costuma-se deixar as mesas prontas para receber todos os convidados, sendo que cada membro fica encarregado de uma determinada função, para melhor atender as nossas visitas, que são encaminhadas até as mesas pelos anfitriões, para que sejam servidos pelos filhos da casa, em nosso Ilê todos comem juntos, sentados em mesas, de garfos e facas (exceto aqueles que se encontram de preceito). Não que outras casas façam errado, mas a nossa zela pela boa educação de tratar muito bem os nossos convidados, e isto se dá com simplicidade e com educação.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

PRECONCEITO II

Olá a todos, bom dia!
Não podia (ou conseguiria) postar qualquer outra coisa que não fosse a conclusão do meu último post.
No anterior mencionei o preconceito dentro do próprio espiritismo. Agora vou falar daquilo que denomino preconceito externo.
Não sei quanto a você espirita que está lendo isso, mas eu já sofri diversos preconceitos durante toda minha vida. Ainda na escola fizeram de tudo para me evangelizar, dizendo que tudo que eu fazia era coisa do 'demo' (o pior é que o cidadão hoje é traficante...); depois disso na 8a. Série fui obrigado a cantar a música de uma moda que surgia a época, inclusive com coreografia: Padre Marcelo (até gosto dele, mas fui OBRIGADO para não ser ainda mais discriminado, incluindo minha professora).
Mas pessoal... alguém aqui acha que o preconceito é só no âmbito escolar?
Negativo! Até emprego perdi quando minha coordenadora descobriu que eu era espirita, e destaco que não houve qualquer outro atrito, pois fui do céu ao inferno com ela no dia que descobriu e não sossegou até me demitir (claro que Ayra me deu um emprego MUITO melhor um mês melhor :p).
Mas vejam o desgaste...
Comete na minha opinião um grande erro as pessoas que dizem que o preconceito é só dentro de religião e religião. Pergunte a um ateu sem noção religiosa o que ele pensa de um espirita?
O problema está na prática de alguns líderes que misturam a essência da religião com magias e feitiçarias. Jamais vamos conseguir reverter esse quadro enquanto sermos ignorantes da nossa cultura e não conseguirmos divulgar a essência da nossa religião e suas subdivisões.
Tive a alegria e o previlégio de sempre ter um caboclo que me orientasse a estudar, estudar e estudar.
Gostaria de compartilhar isso com todos vocês que estão lendo esse post: cantar, tocar e dançar não é simples; mas a maior dificuldade está em entender o PORQUÊ está sendo tocado, o que está sendo louvado, enfim, entender o que estamos fazendo.
Esses são em minha concepção, o início do necessário para conseguirmos vencer o preconceito. Afinal, o que você fez hoje para vencer o preconceito? E ontem???
Não espere que o mundo mude; você deve mudar para que todo o mundo conspire em seu favor.
Axé a todos os meus irmãos!

sexta-feira, 1 de abril de 2011

PRECONCEITO

Olá a todos novamente.
Existe, em minha concepção, dois preconceitos bem fortes e presente na vida do espirita.
A primeira, não em ordem de importância já que ambas são igualmente ruins, é o preconceito 'interno' que consiste na desunião dos seguimentos e de casas/templos do mesmo seguimento.
Nesse momento ressalto, por exemplo, o conceito de ALGUNS candomblecistas de julgar a Umbanda, religião 100% brasileira e com mais de 100 anos de existência, como 'Umbandinha', julgando-se superiores a essa religião.
Ora! Se inexistente o respeito dentro do próprio espiritismo, como imaginar respeito 'externo' onde temos que quebrar toda a visão negativa existente?
O que me causa mais espanto, e infelizmente o que considero mais comum, é o preconceito existente dentro do MESMO seguimento: casas de Umbanda julgando outras casas, dizendo que sua forma ritualística é certa e outro é errado; dentro do Candomblé não só o desrespeito entre as nações, mas principalmente entre casas da mesma nação, que sempre buscam canto, dança, toque, palavras, vestimentas ou qualquer outra coisa para dizer que o outro está errado e ele está certo.
Essa é uma peculiaridade de nossa religião, já que lidamos ora com dialetos mortos (Candomblé) ou guias que comandam a casa (Umbanda). Isso é peculiaridade, pois o problema está na IGNORÂNCIA e falta de humildade dos praticantes. Para agravar a situação não temos uma unidade centralizadora (como o Vaticano no catolicismo) que sinalize a forma ritualística de nossa religião (ainda bem na minha opinião, mas um grave problema pelos ignorantes).
Portanto, como já disse em outra oportunidade, TENHA ATITUDE E DIMINUA O PRECONCEITO DENTRO DA NOSSA RELIGIÃO!!!
Em outra aportunidade vou postar sobre o segundo preconceito, via de regra muito mais agressivo, que é o preconceito externo, ou seja, daqueles que não conhecessem nossa maravilhosa religião.
Abraços e bom final de semana, se Ayra permitir segunda estou postando de nvo!

CURIOSIDADES II - SENTIDO DAS PALAVRAS

Nas casas de Santo, as pessoas utilizam muitas palavras com sentido diferente daquilo que falam.

Você dúvida? Vejam abaixo alguns exemplos!!! Segunda curiosidade, já que ontem esclareci o nome 'candomblé'.

As palavras yorubás, ewes e as do dialeto kimbundo são as mais usadas nas casas de Candomblé. Muitas dessas palavras sofreram modificações nos seus sentidos reais, ou seja, muitas delas são empregadas de forma diferente do seu real sentido. É isso que vamos entender agora:

* A palavra "perdão" em yorubá é afó-riji.

*A primeira Casa Jeje no Rio de Janeiro foi, em 1848, de D.Rozena, cuja filha de santo foi D.Adelaide Santos

* Monà em yorubá significa "certamente; sim". Não confundir com a palavra mona da língua kimbundo. "Mulher" em yorubá é obin-rin e em ewe, ionú.

* A palavra "licença" em yorubá é aiyè-lujará. No Brasil, a palavra "licença" foi identificada com a palavra àgò, que na verdade em yorubá é yàgò, ou seja, àgò é uma contração da palavra yorubá yàgò que na verdade significa "abram caminho".

* Os vodun-ses da família de Dan são chamados de Megitó, enquanto que da família de Kaviungo, do sexo masculino, são chamados de Doté; e do sexo feminino, de Doné.

* Os cumprimentos ou pedidos de bençãos entre os iniciados da família de Dan seria “Megitó Benoí?” Resposta: “Benoí”; e aos iniciados da família Kaviuno, ou seja, Doté e Doné seria “Doté Ao?” Resposta: "Aótin".

*Doné – cargo feminino na casa Jeje, similar a Yalorixá.

*Doté – cargo ilustre do filho de Sogbô

E então? Surpreendeu-se?